Essência
A BMI é uma boutique de soluções educacionais personalizadas, que combina conhecimento de ponta e alinhamento cultural e estratégico, para atuar como agente da transformação dos elos organizacionais e da excelência pessoal dos líderes.
Acreditamos na liderança essencial como alavanca para os movimentos de transformação organizacional em ambientes cada vez mais competitivos e complexos.
Mas, o que entendemos por liderança essencial?
Veja abaixo a definição criada por nosso Sócio e Presidente Executivo,
Prof. Dr. Daniel Augusto Motta:
Segundo definição encontrada no Dicionário Houaiss, a palavra essência significa “aquilo que é o mais básico, o mais central, a mais importante característica de um ser ou de algo, que lhe confere uma identidade, um caráter distintivo; a razão de ser; a existência.”
Mas é na filosofia, que a essência pode ser analisada com profundidade.
A filosofia distingue-se das religiões e das ciências, e pode ser organizada em diferentes temas: política, ética, estética, lógica, epistemologia e metafísica. E é justamente nessa última, na metafísica, que a essência é analisada em sua plenitude. Isso porque a metafísica, ela própria também transcendental e não sujeita à investigação empírica, é dedicada aos problemas centrais da filosofia, qual seja, as investigações sobre os fundamentos, as leis, as estruturas básicas, as causas iniciais, o sentido do todo e de tudo.
A essência apresenta importantes propriedades filosóficas: i) é necessária, pois sem ela o ser não tem identidade; ii) é indivisível, pois deixaria de ser o que é; iii) é imutável, pois se ainda lhe restasse algo, deixaria de ser o que é hoje; iv) é eterna, pois não depende do tempo; v) é seminal, pois existe desde sempre.
No pensamento filosófico, em seu Parmênides, Platão já definia a essência como o ser verdadeiro, reconhecido à medida que o espírito torna-se capaz de reconhecer as formas eternas e imutáveis da realidade, livre dos aspectos ilusórios das impressões sensoriais. O platonismo contrapunha essência e aparência.
Aristóteles, em sua Parva naturalia, definia essência como o conjunto de atributos universais que formam a natureza de um indivíduo, em oposição às mutações circunstanciais que eventualmente pudessem ocorrer nele. O aristotelismo contrapunha essência e acidente.
Também na filosofia oriental , a essência assumiu uma importância central. No Hinduísmo, por exemplo, distingue-se o Swadharma (essência) e o Swabhava (hábitos), sendo apenas esse último influenciado por samskaras (impressões registradas no mapa mental em decorrência das interações pessoais com o mundo externo).
Já a filosofia existencialista de Jean-Paul Sartre valorizou a existência humana, afirmando que tudo vem do homem e se reflete por ele, que através de sua própria consciência, cria a essência das coisas. Em outras palavras, a essência humana não seria imutável ou determinista como nas visões platônica e aristotélica, mas poderia se transformar a todo momento, mesmo que essa liberdade seja angustiante. E o maior erro humano seria justamente esquivar-se de suas responsabilidades, atribuindo os desígnios de suas vidas a outras pessoas ou, até mesmo, a Deus.
E a essência também tem sido tema central de outra área do conhecimento humano: a psicologia. Sigmund Freud abordou o tema ao analisar o impacto das pulsões Eros e Tanatos sobre a dinâmica do id, do ego e do superego. Mais recentemente, também Susan Gelman, em seu The essential child: Origins of essentialism in everyday thought., contribuiu com a psicologia do desenvolvimento, estudando diversos aspectos do desenvolvimento do ser humano.
A liderança essencial traz consigo, portanto, todo o significado de ser essencial, filosófica e psicologicamente. E, assim, sustenta-se a partir do autoconhecimento da essência individual do líder e da sua busca disciplinada pela excelência pessoal, para então exercer plenamente seu papel como protagonista do processo de transformação organizacional.
Nesse contexto, o modelo ELOS Essential Leadership Skills For Organizational Strategy amplia o escopo do líder além dos tradicionais modelos de liderança situacional e de pipeline da liderança desenvolvidos, respectivamente, por KenBlanchard [Leadership and the One Minute Manager e Ram Charan [The Leadership Pipeline].
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